Cleópatra se suicida
Cleópatra, rainha do Egito e amante de Júlio César e Marco Antonio, tira sua própria vida, após a derrota de suas tropas contra Otaviano, o futuro primeiro imperador de Roma.
Cleópatra, nascida em 69 a.C., tornou-se Cleópatra VII, rainha do Egito, após a morte de seu pai, Ptolomeu XII, em 51 a.C. Seu irmão se tornou Ptolomeu XIII na mesma época, e os dois irmãos governaram o Egito sob o título formal de marido e mulher. Cleópatra e Ptolomeu eram membros da dinastia macedônia, que dominou o Egito desde a morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C. Embora Cleópatra não tivesse nenhum sangue egípcio, aprendeu sozinha, em sua residência real, a língua. Para aumentar sua influência sobre a população egípcia, ela também foi proclamada filha de Rá, o deus do sol egípcio. Cleópatra logo entrou em uma disputa com seu irmão e uma guerra civil eclodiu em 48 a.C.
Carta inédita escrita no Titanic é leiloada
A renomada casa britânica de leilões Henry Aldridge & Son acaba de anunciar que colocará a leilão, em memória aos 106 anos do trágico acidente do RMS Titanic, uma carta inédita escrita por uma passageira do barco. O documento histórico revela detalhadamente como era a vida a bordo e os responsáveis pelo evento acreditam que será pago por ele entre 28.000 e 35.000 dólares.
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A carta em questão foi escrita em 10 de abril de 1912 por Kate Buss. A mulher, que no momento do acidente tinha 36 anos, conseguiu sobreviver ao impacto, subir em um dos botes salva-vidas e ser resgatada pelo navio Carpathia.
A carta em questão foi escrita em 10 de abril de 1912 por Kate Buss. A mulher, que no momento do acidente tinha 36 anos, conseguiu sobreviver ao impacto, subir em um dos botes salva-vidas e ser resgatada pelo navio Carpathia.
Buss relata a quem acredita-se ser seu namorado cenas cotidianas da vida no colossal navio. Além disso, escreve com admiração sobre as instalações da segunda classe. “Os apartamentos de primeira classe são realmente magníficos e, a menos que você os tivesse visto antes dos da segunda classe, pensaria que são exatamente iguais”. NAUFRÁGIOS
A verdade por trás do naufrágio do Titanic
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Um simples erro humano teria sido responsável pelo naufrágio do Titanic, onde morreram 1513 pessoas, há mais de um século.
A história diz que Joseph Bruce Ismay, o presidente da empresa dona do gigantesco e luxuoso transatlântico Titanic, pretendia chegar às manchetes ao exibir a velocidade do navio, fazendo com que a embarcação chegasse ao seu destino um dia antes do previsto. Para isso, exigiu ao capitão Edward Smith que o conduzisse a pleno vapor. O capitão aceitou, embora soubesse da possibilidade de topar com icebergs no meio do caminho. Quando viram o bloco de gelo, foi impossível fazer a manobra para evitar a colisão, dada a alta velocidade e o tamanho do navio. Esse foi o início do fim para o magnífico Titanic.
Porém, essa história conhecida, que todos dão por certa, pode não ser verdadeira. O que realmente teria ocorrido naquela noite tranquila de abril de 1912 foi revelado somente há alguns anos, pela neta de um dos poucos membros da tripulação que sobreviveu à catástrofe: o segundo oficial Charles Laghtoller.
De acordo com Laghtoller, ao avistar o iceberg, o primeiro oficial William Murdoch ordenou ao timoneiro que virasse tudo a estibordo. Mas, nervoso e confuso com a tecnologia inovadora do Titanic, o tripulante fez o contrário do que lhe foi pedido. Um simples erro humano, que custou a vida de 1.513 pessoas.14.ABR.1912
Porém, essa história conhecida, que todos dão por certa, pode não ser verdadeira. O que realmente teria ocorrido naquela noite tranquila de abril de 1912 foi revelado somente há alguns anos, pela neta de um dos poucos membros da tripulação que sobreviveu à catástrofe: o segundo oficial Charles Laghtoller.
De acordo com Laghtoller, ao avistar o iceberg, o primeiro oficial William Murdoch ordenou ao timoneiro que virasse tudo a estibordo. Mas, nervoso e confuso com a tecnologia inovadora do Titanic, o tripulante fez o contrário do que lhe foi pedido. Um simples erro humano, que custou a vida de 1.513 pessoas.14.ABR.1912
Inicia-se a tragédia do Titanic
Um dos piores desastres marítimos da história ocorreu teve início na noite de 14 de abril e terminou na manhã de 15 de abril de 1912, o luxuoso transatlântico RMS Titanic foi ao fundo do mar após colidir com um iceberg no Oceano Atlântico. O acidente aconteceu horas depois de o navio ter deixado o porto de Southampton, na Inglaterra, na véspera. Dos 2.224 passageiros a bordo, mais de 1500 pessoas morreram afogadas ou por conta do frio. Era o triste fim da viagem inaugural do Titanic, que deveria ter como destino final a cidade de Nova York. Pouco antes da meia-noite do dia 14 de abril, o Titanic navegava em uma área de água parada, sem ondas, um verdadeiro espelho e também um inconveniente para detectar icebergs. Com uma noite estrelada e um mar excepcionalmente calmo, os vigias deram o aviso do iceberg a 600 metros da proa. O Primeiro Oficial Murdoch, de plantão no momento após a retirada do Capitão Smith em sua cabine, tentou evitar a colisão. Porém, o navio raspou no iceberg, o que abriu seis fendas em seu casco. A partir desde momento, o Titanic estava condenado. Para agravar a situação, não havia botes salva-vidas para todos os passageiros, apesar de o navio estar seguindo a legislação vigente na época. Este foi um dos piores desastres marítimos da história em tempos de paz e talvez o mais famoso.
Roma, a maior potência do mundo ocidental, também era assolada por uma guerra civil na época. Exatamente quando Cleópatra estava preparando um ataque contra seu irmão com um grande exército árabe, a guerra civil em Roma se alastrou ao Egito. Pompeu derrotou Júlio César na Grécia, fugiu para o Egito, à procura de abrigo, mas foi rapidamente morto pelos agentes de Ptolomeu XIII. César chegou a Alexandria logo em seguida e, encontrando seu inimigo morto, decidiu restaurar a ordem no Egito.
No século anterior, Roma havia exercido um controle cada vez maior sobre o reino egípcio, e Cleópatra procurou dar seguimento às suas metas políticas ao ganhar a ajuda de Júlio César. Ela viajou ao palácio real em Alexandria e foi supostamente carregada até Júlio César enrolada em um tapete, que foi oferecido como um presente. Bonita e sedutora, Cleópatra cativou o poderoso líder romano, e ele concordou em intervir na guerra civil egípcia a seu favor.
Em 47 a.C., Ptolomeu XIII foi assassinado após uma derrota contra as forças de Júlio César, e Cleópatra se tornou dupla governante ao lado de outro irmão, Ptolomeu XIV. Júlio César e Cleópatra passaram várias semanas amorosas juntos, e então César partiu para a Ásia Menor, onde declarou “Veni, vidi, vici” (Vim, vi, venci), após ter dado fim a uma rebelião. Em junho de 47 a.C., Cleópatra deu à luz um filho, o qual ela alegou ser de Júlio César e o chamou de Cesário, significando “pequeno César”.
Após o retorno triunfante de Júlio César a Roma, Cleópatra e Cesário se juntaram a ele. Sob os auspícios da negociação de um tratado com Roma, Cleópatra viveu de forma discreta em uma vila de propriedade de Júlio César fora da capital. Após este ser assassinado em março de 44 a.C., ela retornou ao Egito. Logo depois, Ptolomeu XIV morreu possivelmente envenenado por Cleópatra, e a rainha fez de seu filho o co-governante com ela sob o nome de Ptolomeu XV Caesar.
Com o assassinato de Júlio César, Roma entrou novamente em uma guerra civil, que foi temporariamente solucionada, em 43 a.C., com a criação de um segundo triunvirato, formado por Otaviano, o sobrinho-neto de Júlio César e herdeiro escolhido; Marco Antônio, um general poderoso; e Lépido, um estadista romano. Marco Antônio ficou responsável pela administração das províncias orientais do Império Romano e convocou Cleópatra a Tarso, na Ásia Menor, para responder às acusações de que ela teria ajudado o inimigo.
Cleópatra tentou seduzir Marco Antônio, como havia feito com Júlio César anteriormente. Em 41 a.C., ela chegou a Tarso em uma linda embarcação, vestida de Vênus, a deusa romana do amor. Bem-sucedida nos seus esforços, regressou com Marco Antônio a Alexandria, onde eles passaram o inverno em libertinagem. Em 40 a.C., Marco Antônio retornou a Roma e se casou com Octávia, a irmã de Otaviano, em uma tentativa de consertar a aliança com o rei romano. No entanto, o triunvirato continuou a deteriorar. Em 37 a.C., Marco Antônio se separou de Octávia e viajou para o leste, providenciando que Cleópatra se juntasse a ele na Síria. Enquanto estavam separados, Cleópatra lhe havia dado gêmeos, um menino e uma menina. De acordo com os propagandistas de Otaviano, os amantes então se casaram, o que violou as leis romanas que impediam que seus cidadãos se casassem com estrangeiros.
A campanha militar desastrosa de Marco Antônio contra Pártia, em 36 a.C. reduziu ainda mais seu prestígio, mas em 34 a.C., ele foi mais bem-sucedido contra a Armênia. Para celebrar a vitória, organizou uma marcha triunfal pelas ruas de Alexandria, na qual ele e Cleópatra sentaram em tronos de ouro e Cesário e seus filhos receberam títulos reais imponentes. Muitos em Roma, motivados por Otaviano, interpretaram o espetáculo como um sinal de que Antônio pretendia entregar o Império Romano a mãos alheias.
Após vários anos de tensão e ataques propagandísticos, Otaviano declarou guerra contra Cleópatra e, portanto, também contra Marco Antônio, em 31 a.C. Inimigos de Otaviano ficaram do lado de Marco Antônio, mas os comandantes militares brilhantes de Otaviano tiveram êxitos iniciais. Em 2 de setembro de 31 a.C., as duas frotas se enfrentaram em Áccio, na Grécia. Depois de combates intensos, Cleópatra escapou da batalha e foi em direção ao Egito, com 60 de seus navios. Em seguida, Marco Antônio abriu passagem pela linha inimiga e a seguiu. A frota desmotivada permanecente se rendeu a Otaviano. Uma semana depois, as forças terrestres de Marco Antônio também se renderam.
Embora tenham sofrido uma derrota decisiva, demorou quase um ano para que Otaviano alcançasse Alexandria e mais uma vez derrotasse Marco Antônio. Como consequência da batalha, Cleópatra se refugiou em um mausoléu que ela havia encomendado para si mesma. Marco Antônio, informado de que Cleópatra estava morta, feriu-se com sua espada. Antes de morrer, outro mensageiro chegou, dizendo que Cleópatra ainda vivia. Marco Antônio foi levado ao refúgio de Cleópatra, onde morreu após ordená-la a fazer as pazes com Otaviano. Quando o romano triunfante chegou, ela tentou seduzi-lo, mas ele resistiu aos seus charmes. Em vez de cair sob o domínio de Otaviano, Cleópatra se suicidou em 12 de agosto de 30 a.C., possivelmente por uma víbora-áspide, uma cobra egípcia venenosa e símbolo da realeza divina.
Otaviano, então, executou seu filho Cesário, anexou o Egito ao Império Romano e usou o tesouro de Cleópatra para pagar seus veteranos. Em 27 a.C., Otaviano se tornou Augusto, o primeiro e provavelmente o mais bem-sucedido de todos os imperadores romanos. Ele levou à frente um Império Romano pacífico, próspero e expansivo até sua morte, em 14 d.C, aos 75 anos.
Nero
Nero nasceu em 15 de dezembro de 37 d.C, em Anzio, na Itália. Após a morte de seu pai, sua mãe se casou com seu tio-avô, Cláudio, e o convenceu a nomear Nero como seu sucessor. Ele assumiu o trono aos 17 anos e rejeitou todas as tentativas de controle de sua mãe, mandando matá-la. Nero vivia de forma extravagante e se comportava inapropriadamente. Ele começou a executar opositores cristãos e suicidou-se em 9 de junho de 68, após o império se revoltar contra ele. A data de nascimento e morte de Nero pode variar de acordo com o autor – nesta biografia foi usada como fonte relatos do sacerdote Jerônimo de Estridão e pelo escritor latino Suetônio.
Nero nasceu Lucius Domitus Ahenobarbus, filho de Gnaeus Domitus Ahenobarbus e Agrippina, bisneta do imperador Augusto. Ele foi educado na tradição clássica pelo filósofo Sêneca e estudou grego, filosofia e retórica. Depois que seu pai faleceu, em 48 d.C., Agrippina se casou com seu tio-avô, Cláudio. Ela o convenceu de nomear Nero como seu sucessor, em vez de seu filho, Britânico, e de oferecer sua filha, Octávia, como sua esposa, o que ele cumpriu em 50 d.C. Cláudio morreu em 54, e suspeita-se que Agrippina o tenha envenenado. Nero se apresentou ao Senado para fazer um tributo em homenagem a seu antecessor e foi nomeado Imperador de Roma. Ele escolheu o nome Nero Cláudio César Augusto Germânico e ascendeu ao trono aos 17 anos.
Assassinato da mãe
Agrippina era dominadora e tentou influenciar o governo de seu filho. Ela se irritava com os conselhos moderados dos assessores de Nero, seu ex-tutor Sêneca e o comandante da guarda pretoriana, Burro. Ela também tentou impor sua autoridade na vida privada de Nero. Quando este começou a ter um caso com Claudia Acte, uma ex-escrava, e ameaçou se divorciar de Octávia, Agrippina ficou do lado de Octávia e exigiu que seu filho deixasse Acte. Embora ele e Octávia tenham permanecido casados, Nero começou a viver abertamente com Acte, apesar dos protestos de sua mãe.
Depois de Nero ter rejeitado a influência de sua mãe tanto nas questões públicas quanto privadas, ela ficou enfurecida e começou a defender Britânico, ainda um menor de idade, como imperador. No entanto, Britânico morreu repentinamente em 55, um dia antes de se tornar adulto. Supõe-se que Nero o tenha envenenado, embora este tenha afirmado que Britânico morreu de um ataque apoplético. Mesmo depois da morte de Britânico, Agrippina tentou colocar o povo contra Nero, que a baniu do palácio da família.
Em 58, Nero havia deixado Acte e se apaixonado por Popeia Sabina, uma nobre que era casada com um membro da aristocracia romana. Ele queria esposá-la, mas a opinião pública não via com bons olhos um divórcio com Octávia, e sua mãe se opôs firmemente a isso. Cansado da interferência de sua mãe e não satisfeito apenas como sua retirada do palácio, Nero resolveu tomar uma providência: Agrippina foi assassinada em 59 por ordem de seu filho, o imperador.
Até 59, Nero era descrito como um líder generoso e sensato. Ele havia acabado com a pena capital, diminuído os impostos e permitido aos escravos apresentar queixas em relação aos seus donos. Ele colocou as artes e os esportes acima do entretenimento de gladiadores e deu apoio a outras cidades em crise. Embora fosse conhecido por seus divertimentos à noite, suas ações eram de boa índole, mesmo sendo irresponsável e complacente. Mas depois do assassinato de Agrippina, Nero caiu em um estilo de vida hedonista, que foi marcado não apenas por uma autoindulgência extravagante, mas também pela tirania.
Execução dos opositores
Ele gastou uma quantia exorbitante de dinheiro em atividades artistas e, por volta de 59, começou a se apresentar publicamente como poeta e tocador de lira, uma ruptura significativa para um membro da classe dominante. Quando Burro morreu e Sêneca se aposentou, em 62, Nero se divorciou de Octávia e ordenou que a matassem, para se casar com Popeia. Nessa época, acusações de traição contra Nero e o Senado começaram a aparecer, e ele passou a reagir duramente contra qualquer tipo de crítica ou possível deslealdade.
Um comandante do exército foi executado por difamá-lo em uma festa; outro político foi exilado por escrever um livro que fazia observações negativas sobre o Senado; e outros rivais foram mortos nos anos que se seguiram, permitindo a Nero reduzir a oposição e consolidar seu poder.
Incêndio de Roma
Em 64, a natureza escandalosa das bizarrices artísticas de Nero começou a causar controvérsias, mas a atenção do público foi desviada pelo Grande Incêndio de Roma. As chamas se iniciaram em lojas na extremidade sudeste do Circo Máximo e devastaram Roma por 10 dias, destruindo 75% da cidade. Apesar de incêndios acidentais serem comuns à época, muitos romanos acreditavam que Nero provocou o fogo para abrir espaço para sua vila planejada, a Casa Dourada. Sendo ou não o autor, Nero determinou que um culpado deveria ser encontrado e apontou para o Cristianismo, ainda uma religião nova e subterrânea. Com essa acusação, foi iniciada a perseguição e tortura dos cristãos em Roma.
Após o Grande Incêndio, Nero retomou os planos da Casa Dourada. Para poder financiar o projeto, ele precisava de dinheiro e estava disposto a consegui-lo da forma que fosse necessária. Sendo assim, vendeu cargos públicos para quem pagasse a maior quantia, aumentou os impostos, pegou dinheiro dos templos religiosos, desvalorizou a moeda e reinstituiu políticas para confiscar propriedades em casos de suspeita de traição.
Isolamento
Essas novas políticas resultaram na Conspiração de Pisão, um complô arquitetado em 65 por Caio Calpúrnio Pisão, um aristocrata, junto com cavaleiros, senadores, poetas e o antigo mentor de Nero, Sêneca. Eles planejaram assassiná-lo e coroar Pisão como imperador de Roma. Contudo, o plano foi descoberto e os seus líderes conspiratórios, assim como outros romanos de alta classe, foram executados.
Apenas três anos depois, em março de 68, o governador Caio Júlio Víndice se rebelou contra as políticas tributárias de Nero. Ele, então, recrutou outro governador, Sérvio Sulpício Galba, para unir forças para declará-lo imperador. Mesmo o plano tendo fracassado e Galba ter sido declarado inimigo público, o seu apoio cresceu. Até os próprios guarda-costas de Nero desertaram em apoio a Galba. Temendo uma morte iminente, Nero fugiu. Ele planejou ir para o leste, onde muitas províncias ainda eram leais a ele, mas teve que abandonar essa ideia depois que seus oficiais se recusaram a obedecê-lo.
Morte
Ele retornou para o palácio, mas seus guardas e amigos o haviam abandonado. Por fim, ele recebeu a notícia que o Senado o havia condenado à morte por espancamento e foi então que ele decidiu se suicidar. Porém, incapaz de realizar o ato sozinho, ele teve que ser ajudado por seu secretário, Epafrodito. No momento de sua morte, Nero teria exclamado: “Que grande artista morre em mim!” Ele foi o último da dinastia júlio-claudiana
Cientistas desvendam mistério da “porta do inferno” romana usada para sacrifícios
Há sete anos, um grupo de arqueólogos da Universidade de Salento, na Itália, descobriu em Hierápolis, no antigo território de Frígia, atual Turquia, um centro ritualístico romano milenar, considerado há 2.200 anos como a “porta do inferno”.No local, há uma série de edifícios que rodeiam uma caverna misteriosa, da qual saía uma vapor espesso. Ali eram realizados sacrifícios de animais e outras cerimônias religiosas. Segundo os relatos da época, esses animais caíam mortos ao se aproximarem da entrada da caverna, enquanto os sacerdotes que os guiavam até lá saíam completamente ilesos.
Agora, os cientistas acreditam que desvendaram o mistério que envolvia os sacrifícios. Após uma pesquisa minuciosa, foi possível verificar que, ainda hoje, no interior da caverna, há uma grande atividade sísmica, que libera quantidades de dióxido de carbono capazes de provocar a morte de quem chegar muito perto do local.
Aparentemente, os sacerdotes romanos conheciam as peculiaridades da caverna e, por isso, mantinham distância dos vapores venenosos. “Enquanto o touro (ou o animal que estivesse prestes a ser sacrificado) ficava parado dentro do lago de gás com sua boca e fossas nasais a uma altura entre 60 e 90 cm, os grandes sacerdotes sempre se colocavam do lado de fora do lago, tentando fazer com seu nariz e sua boca estivessem bem acima do nível tóxico”, explicam os pesquisadores.
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